Análise de Dados: pesquisa informal sobre Citomegalovírus (CMV) realizada pelo Instituto Deixe Vivo*
*pesquisa realizada entre os dias 15 e 31 de janeiro de 2024.
Em janeiro deste ano (2024), o Instituto Deixe Vivo realizou uma pesquisa informal para investigar quantos/quantas dos/das pacientes transplantados/transplantadas respondentes, haviam tido Citomegalovírus e quantos desses/dessas, haviam sido informados/orientados por suas equipes transplantadoras de forma suficiente/satisfatória. Além disso, perguntamos sobre possíveis sintomas sentidos pelos/pelas pacientes com Citomegalovírus (CMV).
A pesquisa foi feita via Google Forms (Formulários Google) com as seguintes perguntas:
- Qual é o seu endereço de e-mail? (Não se preocupe, não ficaremos lhe enviando e-mails sem o seu consentimento).
- Qual é o seu nome completo?
- Quantos anos você tem?
- Em qual cidade e estado você mora?
- Você é transplantado(a)?
- Qual órgão(s) / tecido(s) você transplantou?
- Em qual centro transplantador você realizou o seu transplante?
- Você teve Citomegalovírus (CMV)?
- Caso você tenha tido Citomegalovírus (CMV), conte-nos brevemente como foi sua experiência: Teve sintomas? Caso sim, quais? Já havia ouvido falar sobre o vírus? Quanto tempo durou o seu tratamento?
- Sua equipe de saúde (que fez e/ou que acompanha o seu transplante) realiza periodicamente o exame para saber se há contaminação por CMV?
- Você tem alguma dúvida sobre o Citomegalovírus (CMV)? Escreva aqui.
- Você aceita receber nosso Boletim Informativo (Newsletter) Mensal?
Na pesquisa, solicitamos o e-mail dos/das pacientes para que pudéssemos entrar em contato com algumas dessas pessoas para convidá-las para compartilharem suas "Histórias de Transplantes" na 1ª temporada do nosso podcast/videocast Deixe Vivo Talks - conversas inspiradoras; projeto realizado por nós, Instituto Deixe Vivo, com o investimento social da biofarmacêutica Takeda.
No período entre 15 e 31 de janeiro de 2024 (período em que disponibilizamos o link da pesquisa em nosso site e em nossas redes sociais), recebemos o total de 95 respostas. Dessas, 63 respostas foram de pessoas transplantadas de rim, 18 de pessoas transplantadas de fígado, 5 de transplantados/transplantadas de coração, 4 de pulmão, 2 de pâncreas e rim, 1 de fígado e rim, 1 de pulmão e rim e 1 de medula óssea.
No momento da pesquisa, os/as respondentes eram moradores de 59 cidades de 15 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal e uma (brasileira) moradora de Luzern na Suíça.
Para nossa surpresa, 2,1% (correspondente a 2 pessoas) sinalizaram não saber se tiveram (ou não) Citomegalovírus (CMV). A maioria, 65,3% (correspondente a 62 pessoas) tiveram o vírus e 32,6% (correspondente a 31 pessoas) não tiveram CMV.
Outro ponto "intrigante" da pesquisa informal, foi descobrir que 8,4% (correspondente a 8 pessoas) nunca havia ouvido sua equipe falar sobre o exame de CMV e nem sobre o vírus.
Dos/das pacientes que sinalizaram que tiveram CMV, cerca de 50% tiveram sintomas como: febre, dor abdominal, diarreia, vômito, fadiga, entre outros sintomas sem grandes agravamentos.
A pesquisa informal sobre Citomegalovírus (CVM) nos possibilitou compreender a importância de trazermos e mantermos sempre viva e atualizada, a pauta do vírus (CMV), para apoiar pacientes em lista de espera para transplante, pacientes transplantados, familiares/amigos de pacientes e até mesmo profissionais da área da saúde que, em muitos momentos, precisam aprender a lidar melhor com os pacientes em tratamento de Citomegalovírus.
O Instituto Deixe Vivo agradece a todas as pessoas que responderam nossa pesquisa informal, aos participantes da 1ª temporada do Deixe Vivo Talks, aos profissionais da área da saúde que esclareceram dúvidas durante o podcast/videocast, bem como durante a campanha de conteúdo sobre transplantes e CMV e a biofarmacêutica Takeda por ter investido socialmente em nossos projetos.